Champions Online

Depois de muito o que se falou sobre DC Universe e do anúncio do Champions Online gratuito, eu resolvi começar a jogar o último para dar uma base do que você pode esperar dele. Na verdade, eu “voltei a jogar”, já que eu criei alguns personagens no demo do game, quando ele ainda era pago. Muito do que eu esperava do CO quando ainda jogava o demo virou realidade ao passar essa semana jogar, com algumas novidades, umas boas e outras nem tanto. Então, vamos pressionar a tecla pra começar!

O jogo é sim divertido, por mais tempo do que você possa ter achado. Embora não tenha tantos mapas assim, eles são um pouco grandes (nada como um World of Warcraft, em que as regiões são vastas, e existem MUITAS regiões), mas são bem explorados. Todavia, você vai realizar várias missões em lugares que são bem parecidos (pra não dizer idênticos) uns com os outros. Se você já jogou City of Heroes, deve saber do que estou falando. O gráfico não chega a ser tão exigente, mas é bem colorido e divertido, com traços imitando o estilo dos bons e velhos quadrinhos de super-heróis que você já se acostumou a ler, sendo esse um dos pontos cativantes do CO, embora isso venha a se tornar chato depois de um tempo. A interação com os objetos de cena também é bem legal, onde você pode pegar diversos objetos, tais como bancos de parque, postes ou carros e jogar nos seus inimigos. Porém, o jogo peca em vários aspectos, tais como glitches e stucks, e o desbalanceamento dos personagens.

A primeira grande diversão do jogo é a criação do seu herói. As opções para sua criação são fantásticas, tornando todo o processo de montagem algo bastante divertido, deixando a sua criatividade fluir e os resultados geralmente da forma que você pensou. Talvez seja por causa desse nível de abstração na criação do seu personagem que você fica satisfeito com o jogo: você vê aquele ser que estava em sua imaginação, seja ele bestial, asqueroso ou belo, tomar a (quase) exata forma, o que é gratificante, e você acaba criando um vínculo com ele. Quando ainda jogava a demo, eu criava diversos personagens, sendo ou não da minha cabeça, apenas pelo prazer e diversão de criá-los (moldei, inclusive, vários personagens dos quadrinhos, como o Silver Samurai e o Capitão América – modéstia à parte, ficaram muito parecidos).

Depois de criar seu personagem, você vai entrar no tutorial. Ele é divertido e já te dá uma visão geral de como será o jogo durante os próximos dias meses. Logo, se você iniciou o game e não gostou do que viu, é bem possível que você não vá gostar dele como um todo (ao menos, é a minha impressão). Além disso, o próprio game é intuitivo e, se você já jogou algum outro MMO na vida, não terá problemas em lidar também com esse. Caso não tenha jogado, você também não precisa se preocupar muito. O game tem duas opções de configuração, a Control Scheme e a Key Bind Set. A primeira altera sua visão para uma que você está acostumado. Por exemplo, na visão Shooter, fica uma mira na tela, como os jogos FPS. A segunda altera as configurações padrão das teclas para uma ambientação diferente, tais como controles de jogos FPS ou jogos de “fantasia”. É uma sacada interessante, pois a curva de aprendizado é menor e você fica familiarizado bem mais rápido.

Você também tem suas perícias (ou skills), em que você pode criar armas, dispositivos ou magias para usar. Basicamente, você pode escolher entre três, mais ou menos como citado: Arms, Science e Mysticism, onde cada “escola” tem uma relação maior com algumas habilidades e problemas com outras, e possuem especializações. Você aumenta sua perícia a partir de Pesquisa e Desenvolvimento: com a Pesquisa, você “testa” elementos e objetos daquela escola, que serão transformados em matéria base usada no Desenvolvimento de outros elementos e objetos, que podem ser aprendidos comprando as receitas (“blueprints”, como é chamado) nos skill trainers. Não é novidade, já é corriqueiro nos MMOs atuais.

As interações e os cinematics do Champions também são bem legais, embora você vá notar os primeiros problemas do jogo aí. Às vezes, o vídeo parece lento e mal sincronizado. As legendas do cinematic do Canadá estão fora de sincronia e, de vez em quando, dá umas travadas, o que dá uma má impressão ao jogador que está entrando. Mas outras são bem interessantes, tipo o encerramento do tutorial, em que você recebe a chave da cidade do prefeito (não vou dar detalhes, mas acho que você vai achar bem interessante). Também temos o lance dos objetos do cenário, como citado anteriormente. Você é um super-herói, ora bolas! Você pode levantar postes! Então faça isso e detone seus adversários. Além disso, temos as áreas e os NPCs. Você pode estar passeando tranquilamente quando, de repente, o banco está sendo roubado ou o prefeito está dando um discurso e você está no lugar certo e na hora certa pra ajudar. Você não precisa pegar a quest com ninguém. Você simplesmente está lá, vai ajudar e pronto! Quanto aos NPCs, existem aqueles em que você vai lá e pega as quests, como acontece em qualquer MMO, e tem aqueles pobres transeuntes que precisam de uma ajuda sua e eles vêm pedir! Grande sacada, Cryptic!

Mas nem tudo são flores. Nas várias e várias missões que você vai fazer, você vai olhar ao seu redor e perceber: “Peraí, eu não já vim aqui antes?”. E você vai ter por várias vezes esse pensamento. Você também vai se perguntar “Tá acabando as quests desse lugar, é?”, mas é só você ir pra outro mapa, que você vai ver mais quests (embora com ambientes parecidos ou com objetivos semelhantes), mas ao menos essas quests geralmente não são muito longas. Outra coisa é o PvP, onde temos algumas opções. Por enquanto, eu só participei dos Hero Games, onde existem dois modos: Cage, que lembra um UFC, com um octógono central cercado por grades (sendo que, no final, você mal vai ficar na arena) e o Zombie Apocalypse, mais um mini-game estilo survival da mais nova modinha entre os jogos: como o próprio nome diz, zumbis (na moral, já tá irritando essa história de colocar zumbi em tudo que é jogo). Você não vai ter batalhas épicas na jaula nem ficar em aflição com a quantidade de zumbis ao seu redor, mas dá pra tirar um pouco o foco das missões (definitivamente, não é um Battleground de WoW).

O som não empolga, mas também não compromete: cumpre o básico. As narrações, embora algumas sejam interessantes e engraçadas, não são empolgantes, assim como a música e os efeitos sonoros.

O desafio do jogo também não é dos maiores, a depender do personagem que você criou. E é aqui que a gente percebe como o jogo pode ser desbalanceado. Um personagem pode fazer quests de 3, 4 ou até 5 níveis acima do dele tranquilamente, enquanto outro não pode fazer quests do seu próprio nível sem a ajuda de outra pessoa. Para ambos os lados, isso tende a ser frustrante. Para se ter um desafio com meu personagem do arquétipo Blade, por exemplo, tenho que entrar em áreas e realizar quests acima do meu nível, e só assim eu sou “testado”, enquanto eu criei outro do arquétipo Mind e toda quest era uma batalha épica.

Contudo, vários dos defeitos são contornados pelas várias qualidades do jogo. Mas, se você ainda acha que alguns defeitos não são compensados pelas qualidades ou se acha que outros defeitos não são compensados por nada, lembre-se que o Champions Online agora é gratuito! Pra mim, já compensa =]

NOTA: 7,5

Outras Notas e Reviews: Gamespot: 7,5 // IGN: 7,6 // EuroGamer: 6 // MMOSite: 6,9

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Um comentário em “Champions Online

  1. Cara, agora é que deu vontade de jogar CO!!! Tava com medo de ficar mto repetitivo quanto o último MMO que joguei(D&D Online), pelo menos, no início vc tem que fazer mil vezes a mesma quest pra passar de nível.

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