O Mal está de volta!

Diablo III Error 37

Depois de uma espera de anos a fio, de jogarmos e jogarmos seu predecessor até esgotarmos, finalmente podemos dizer: o Mal está de volta! Diablo III finalmente chega aos nossos PCs e um boom tomou conta da Internet. Milhares de pessoas só falam dele e milhões nem falam, pois estão ocupados demais jogando (ou tentando jogar) o game. Hoje, ele terá um cantinho todo especial no Press A Key, até porque foram 11 anos de espera, e nenhum Erro 37 vai nos impedir!

Claro, vamos começar falando sobre a estória de Diablo III. Obviamente, você, fã viciado de Diablo, lembra tudo que aconteceu nos jogos anteriores (ou, pelo menos, as partes importantes), mas, pra você que não lembra ou vai jogar Diablo pela primeira vez começando pelo final, nada melhor do que conhecer TODA a história. Para isso, nossos amigos da IGN publicaram um vídeo muito legal resumindo tudo em cinco minutos.

Pois bem, continuando a partir do resumão aí. AVISO: QUEM NÃO GOSTAR DE SPOIL, PULE TODA A CITAÇÃO ABAIXO.

Vinte anos após a destruição da Worldstone (expansão de Diablo II – Lords of Destruction), a esperada invasão do Burning Hells não aconteceu e, por isso, Deckard Cain, sem nada melhor pra fazer, vai ver o que aconteceu. Um tal de Nephalem (que é você) vai procurar pelo velho a pedido de Leah, sua sobrinha, numa área cheia de mortos-vivos (claro) onde caiu uma estrela. Então, você salva Cain e descobre que a estrela era, na verdade, uma pessoa sem memória, exceto por choramingar que perdeu a espada, que foi quebrada em três pedaços. Você, com sua alma caridosa, recupera as partes da espada, mas Maghda, uma bruxa serelepe, sequestra Cain e exige que ele reforme a espada. O Nephalem – você – afugenta a bruxa má e recupera Deckard Cain, mas Maghda sequestra o homem-estrela. Deckard Cain, cansado de apanhar, resolve fazer algo útil antes de morrer: reforma a espada e te entrega pra devolver ao homem-estrela, que é o que você acaba fazendo, descobrindo que o homem é, na verdade, o Arcanjo Tyrael (OH!).

Para vingar o coitado do Cain – nunca mais “Stay awhile and listen” – você mata Maghda e salva Adria, mãe de Leah, que vai ensinar magia à filha e fala sobre a existência da Black Soulstone (claro, tinha que ter mais uma), que poderia acabar com os setes Senhores do Inferno de uma vez por todas (sempre dizem isso). Pra pegar essa Soulstone, a galera decide reviver um maluco – literalmente – chamado Zoltan Kulle, que diz onde está a pedra e ajuda a colocar as almas dos cinco Senhores do Inferno já derrotados dentro dela. O Kulle ainda tenta tomar posse da Soulstone (isso é o que dá confiar em malucos), mas você o mata e tá tudo certo. Você aproveita e ainda mata Belial, prendendo-o na Soulstone. Agora só falta Azmodan, que está vindo com um pequeno grande exército pegar a Soulstone pra ele (que novidade).

Enquanto Tyrael, Leah e Adria ficam defendendo a Black Soulstone, você vai pra ofensiva, dando um cacete em Azmodan, que também é preso na Soulstone. Mas, como não podia deixar de ser, a galera é traída por Adria, que pega a Black Soulstone e conta seu plano malvado de ressuscitar Diablo, que é pai de Leah (OMFG!!!). Então, Adria sacrifica sua filha e ressuscita Diablo, agora com o poder de todas as almas da Black Soulstone, tornando-se o demônio mais poderoso do Inferno (também, com todos os outros “chefões” presos, ia sobrar quem no inferno?). Diablo, então, todo forçudo e fodão, liga o “dane-se” e parte pra High Heavens (ou Céu) pra meter porrada em todo mundo por lá e corromper a Crystal Arch, a fonte de poder dos anjos. Você – o Nephalem – é levado ao Céu (High Heavens) e dá um cacete em Diablo, destruindo ele e a alma de todos os outros Senhores permanentemente. O mundo tá salvo, o Céu tá salvo, tá todo mundo feliz e, por isso, Tyrael resolve tirar umas férias e virar um mortal, já que agora ninguém precisa de um Anjo da Justiça. Então, ele vira um Anjo da Sabedoria, dedicado a construir uma aliança entre anjos e mortais contra o mal.

Quanto ao jogo, temos cinco classes para escolher: Demon Hunter (que parece uma mistura de Assassin e Amazon; utiliza Hatred para habilidades de ataque e Discipline para defesa), Monk (especializado em ataques rápidos corpo-a-corpo; utiliza Spirit para habilidades de defesa), Wizard (personagem que utiliza magia, meio que uma versão da Sorceress; utiliza Arcane Power para suas magias), Barbarian (como sempre, um personagem forte no corpo-a-corpo; utiliza Fury para suas habilidades) e Witch Doctor (que parece uma mistura entre Necromancer e Druid, sendo que criar morto-vivo sem nenhum corpo por perto é muito roubo; utiliza Mana para suas habilidades). Cada uma delas têm uma estória diferente na trama, que é revelada conforme o game vai evoluindo.

Diablo III Classes

Talvez um dos detalhes mais chatos do jogo seja a conexão com os servidores da Blizzard, mesmo no modo single-player, mas a mecânica in-game ajuda você a curtir. Além disso, você pode sempre achar seus colegas conectados e jogar uma partida com eles, mas nem pense que D3 tem PvP, ao menos por enquanto. Além disso, os gráficos e a câmera também estão muito bons. Não fugiram do estilo clássico de Diablo, mas os cenários 3D e a interação com estes estão muito intrigantes.

MAS eu não comprei. Ao menos, por enquanto. “Por que você ainda não comprou???”, você deve estar me perguntando. Bom, tenho duas respostas pra isso.

A primeira é que eu prefiro não comprar jogos assim que eles saem, especialmente aqueles que você deve estar frequentemente conectado nos servidores do game, como MMOs (e como Diablo III). Gosto de procurar sempre saber se o game realmente está bom ou se o nome da franquia está falando mais do que o game em si. Além disso, para esses jogos em que tenho que estar sempre conectado, procuro saber se os servidores são mesmo estáveis, se há problemas na conexão, entre outras coisas. E esse tipo de coisa está REALMENTE acontecendo com Diablo III. Normal e esperado. Mas evito pra não ter raiva.

O outro fato é o que chamamos de replay value ou replayability, que é mais ou menos o quanto você se diverte ao jogar um game (ou ver um filme, ou escutar uma música, etc) mais de uma vez. Esse fator é “definido” tendo duas bases: como o game foi feito (personagens jogáveis, finais alterativos, etc) e como o jogador se comporta (se ele é atraído pelos gráficos, pela estória, pela música, pela jogabilidade ou por ser fã da série). Eu sou o típico jogador roleplayer: aquele jogador afetado pela estória, pelo enredo e como ele é destrinchado a partir de sua evolução. Diablo costuma ter um enredo linear, o que dificulta o replay. Joguei poucas vezes Diablo II e uma só vez Diablo (pela frustração de Diablo ser mais fácil que o resto do jogo) e não fico motivado em gastar em um game que não jogarei muito. Mas é só minha opinião.

Preferia muito mais que Diablo 3 fosse uma garota (tirando a parte de ela chutar minhas partes).

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