Revelações nada reveladoras

Tudo que tenho a dizer é que, depois das ações de marketing da Ubisoft usando a página do Facebook para instigar os fãs de Assassin’s Creed, com seus diversos teasers supostamente sem pé nem cabeça, essa jogada marketeira deu com os burros n’água. Se a tentativa era movimentar o público para o anúncio, que fora prometido há eras e realizado no último dia 5, sobre o novo AC, a Ubisoft deve ter ficado muito frustrada. “Droga… quem iria imaginar que iriam prestar TANTA ATENÇÃO nos nossos teasers?”, pode ter pensado o pessoal da empresa. “Hã… QUALQUER UM????”, penso eu. “Bah, mas essa jogada foi fantástica sim… todo mundo foi pra página deles, todo mundo se mobilizou e etc.”, você pode pensar. Eu vos digo: a movimentação ocorreu ATÉ a divulgação das descobertas no teaser. Fato esse *revelado* pela expectativa criada para a divulgação oficial do AC: Revelations. Pouca gente acompanhou a notícia com ânsia, até porque já se sabia que será lançado esse ano, já se sabia o nome do novo jogo, já se sabia que Altair… espere… será Ezio, ao contrário das indicações dos teasers, mostrando o nome de Altair pra lá e pra cá? DE NOVO? AAAAAAAAHHHH, espertinhos!!! E essa foi a grande revelação do anúncio.

Ficando velho, hein…

No último episódio da “trilogia de Ezio”, como foi chamada, o protagonista correrá e pulará pelos mesmos caminhos trilhados por Altair, assim como enfrentará os malditos templários, que nunca o deixam em paz. Mas a grande atração da sequência é que, como seu nome diz, muita coisa da história será revelada, e você finalmente não vai mais ficar a ver navios, sem entender bulhufas. Alexandre Amancio, creative director da Ubisoft, deu uma entrevista bastante interessante à Game Informer, citando como várias histórias poderão ser entendidas melhor com o Revelations – e o porquê de todo esse paparico com o Ezio -, como está o desenvolvimento do título e uma breve pincelada do que podemos esperar para o ACIII (em inglês).

Mas deixando um pouco os Assassinos de lado, a Blizzard *revelou* (ahn? ahn?), no último dia 9, um decréscimo no número de assinantes do MMO World of Warcraft, caindo de mais de 12 milhões de viciados, número alcançado após o lançamento da expansão Wrath of the Lich King, para “apenas” 11.4 milhões. Seria esse o início do fim da hegemonia? Parafraseando um desses vídeos bestas e famosos do YouTube, “hanram, Cláudia, senta lá”. A IGN frisou muito bem: uma boa parte destes 12 milhões faz parte do mercado chinês, que ainda não recebeu a expansão Cataclysm. Então, esses números podem acabar não representando muita coisa.

Continuando no ramo de revelações esperadas, essa foi tão esperada que ninguém esperava mais por ela. A Blizzard vai abrir a fase de beta testing de Diablo III (finalmente!) no terceiro trimestre do ano. Ninguém sabe se ele será aberto ou fechado, mas a data de lançamento do jogo – que é o mais importante -, ainda não foi divulgada. Mike Morhaime, presidente da Blizzard, citou mais uma vez que gostaria de vê-lo sendo lançado ainda esse ano, mas nenhuma data foi definida ainda. Pra mim, Mike Morhaime é um troll de altíssima categoria 😉

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Revelações de Assassinos, Jedis e Bolas de Aço

Para bom entendedor, apenas o título basta. Como você já deve ter imaginado, o post é sobre o supostamente novo Assassin’s Creed e sobre  os guerreiros futuristas mais famosos do mundo de Star Wars: The Old Republic. Os rumores acerca dos dois títulos bombam pelos quatro cantos da Internet e, enquanto o primeiro é ainda apenas um boato, o último já está a pleno vapor e imagens e vídeos pipocam pra lá e pra cá na grande rede, e o site oficial está à procura de testers para o MMO.

Boato ou verdade?

O novo Assassin’s Creed nem foi divulgado ainda e os boatos estouram, e não é à toa. Primeiro, a Ubisoft já deixou claro que um novo Assassin’s Creed deve ser lançado ainda esse ano (como foi falado lá em Fevereiro, no post Curtinhas 002), o que já causou nos fãs ataques de ansiedade. Depois, há poucos dias atrás (mais ou menos dia 29 de Abril), um post na página do Facebook do jogo anunciou um teaser em que pouca coisa dava pra ser entedido e logo foi tirado do ar, mas rapidamente surgiram as conversas e foi descoberto um logo do jogo e o nome de Altair em árabe – pra quem não lembra, Altair é o main char de AC 1. A Ubisoft não comentou nada sobre o assunto, o que aumenta as suspeitas – já que não negaram – de que seja algo concreto, mas todas as nossas dúvidas serão tiradas esse mês.

Por outro lado, Star Wars: The Old Republic está indo de vento em popa, surgindo como mais um candidato a desbancar WoW (juntando-se a ele, estão Rift e DC Universe Online, já comentados em posts anteriores aqui no blog), e essa candidatura obtém mais força a cada dia. Segundo a EA, em reportagem veiculada pela GameVicio, SWTOR já possui cerca de 1,5 milhão de jogadores inscritos para testá-lo, ainda como closed beta, e a expectativa da EA é de 12 milhões de viciados após o lançamento, que deve acontecer nos próximos meses – segundo trimestre -, apenas para PC. Abaixo, tem um dos vários vídeos já lançados do jogo e, devo comentar, o gameplay parece ser fantástico.

Por fim, pra quem estava esperando mais uma notícia do badass, aqui vai os requisitos mínimos e recomendados de Duke Nukem Forever, que deve sair nos dias 10 (EU) e 14 (US) de Junho:

Especificações mínimas:

  1. OS: Windows XP/Vista/7
  2. Processador: Intel Core 2 Duo@2.0 Ghz Athlon / AMD 64 X2@2.0 Ghz
  3. Memória: 1 Gb
  4. Hard Drive: 10 GB livres
  5. Memória de vídeo: 256 MB
  6. Placa de Vídeo: nVidia GeForce 7600 / ATI Radeon HD 2600

Especificações recomendadas:

  1. OS: Windows XP/Vista/7
  2. Processador: Intel Core 2 Duo@2.4 Ghz Athlon / AMD 64 X2@2.6 Ghz
  3. Memória: 2 Gb
  4. Hard Drive: 10 GB livres
  5. Memória de vídeo: 512 MB
  6. Placa de Vídeo: nVidia GeForce 8800 GTS / ATI Radeon HD 3850

Sony contrata. EA também. E dá-lhe mais MMO!

A Sony Entertainment está procurando um programador sênior para um projeto que, embora digam que está ficando desgastado, ainda deve dar muitos frutos (leia-se grana) para a empresa: God of War. Provavelmente, querem pegar a fatia de mercado que nunca conseguiram (até porque não lançam quase nada pra ela), os jogadores de PC. Mas, pra inovar – claro, não pode simplesmente lançar os jogos pra PC -, eles pretendem fazer um jogo novo, bonito e tinindo; pra variar, um MMO! Afinal, é só o que sai pra PC: MMO e FPS. Mas enfim: quem acha que se encaixa nos quesitos indicados na notícia, tenta mandar e-mail pro pessoal da Sony e bons ventos =)

Mas melhor ainda é o anúncio da EA. Eles estão procurando por arquiteto web para o novo MMO que pretendem desenvolver (e isso é tudo que teremos sobre o projeto em si, além de que ele será revolucionário e extremamente desafiador pra quem o aceitar). Vamos às partes legais:

"Challenge everything"... and evry1

“Sejamos claros. Não estamos procurando por qualquer um. Procuramos por um web ninja que está por dentro de todas as tecnologias web (…). Se as tecnologias web têm como base cinco blocos chave, você seria Voltron – Defensor do Universo Web.”

“Aplicações multi-thread? Tá de brincadeira? Super-hiper-mega-thread. ‘Eu como isso no café da manhã’. E quando alguém te pergunta se você é multilíngue, você responde: ‘Sim. Java, C++, C#, Python, só pra citar algumas…’.”

“Você sonha em código.”

“Você pode dizer a si mesmo que essa pessoa não existe, é o unicórnio que todos procuramos. Nossa resposta seria ‘próximo’. Mas se você acredita que este é você e tem provas de ser o escolhido, então te imploramos a fazer parte de um dos melhores e mais inteligentes times.”

Rift: Impressões

RIFTUm jogo com 1 milhão de assinaturas e ainda nem foi lançado. Esse é resultado de um campanha publicitária forte e organizada e de uma equipe de desenvolvimento (que parece ser) empenhada para tornar Rift o maior MMO desde a chegada do todo-poderoso World of Warcraft. Previsto para ser lançado amanhã, dia Primeiro de Março, nos EUA (ou 4 de Março, na EU), ele promete ser a “nova geração” dos RPGs Online. Por isso, nada mais justo do que tecer alguns comentários dessa empreitada.

Primeiramente, falemos um pouco da história. Infelizmente, a história é muito meio batida: está tendo uma guerra (nossa!) entre duas facções (Aliança e Horda Guardiões – em resumo, time dos que abraçam os deuses – e Desafiadores – em resumo, time dos que rejeitam os deuses) e, do nada (lógico), começam a aparecer alguns portais (ou fendas – em inglês, Rift) que levam a outros planos e deles saem seres estranhos e bizarros (UAU!) baseados nos elementos (Terra, Fogo, Vento, Água, Coração Vida e Morte). O legal é que, quando eu falei o “do nada, começam a aparecer…”, é literalmente DO NADA! Então, acostume-se a ter sua amada cidade atacada brutalmente enquanto você está do outro lado do mapa matando – provavelmente – plantinhas monstros ferozes. Sim, a história não me cativou muito, principalmente quando se tem WoW como comparação.

Uma coisa que agrada é a construção do personagem. Sua riqueza em customização é um tanto interessante (definitivamente, não tão legal quanto a criação de personagens em Champions Online), com muitas opções para você criar um personagem próximo do que você quer. Na minha opinião, o número de raças poderia ser maior, mas acho que todos já estão acostumados com aquele tipo de “três raças básicas, especializadas em agilidade, força e inteligência, que juntas combinam-se fatal e perfeitamente”. Ainda que essa mesmice me irrite, eu tolero. Até porque, em Rift, eles compensaram nas classes, pois você ser praticamente qualquer coisa, a partir de uma classe base – graças à boa e velha idéia das Build Trees, aperfeiçoadas por WoW e “copiadas”, a partir de então, por vários MMOs que vieram depois. A partir da build que você escolhe, você monta uma subclasse daquela classe, tal como uma classe de prestígio – os jogadores de RPG, principalmente D&D, devem me entender.

Os gráficos são bem legais, muito bonitos e detalhados. Mas, como nós sabemos, gráficos exigentes têm uma demanda de hardware razoável, o que pode afastar algumas pessoas da satisfação de participar desse mundo.

Gráficos exuberantes e exigentes

Os requisitos do jogo são:
Especificações mínimas: Processador: Dual Core 2.0 GHz ou melhor; RAM: 2 GB; Espaço em HD: 15.0 GB; VGA: Nvidia GeForce FX 5900, ATI/AMD Radeon X300, Intel GMA X4500, ou melhor
Especificações recomendadas: Processador: Core 2 Duo 2.2 GHz ou melhor; RAM: 4 GB; Espaço em HD: 15.0 GB; VGA: Nvidia GTS 250 ou melhor (Desktop), ou Nvidia GTX 200M series ou melhor (Notebook)

Quanto à jogabilidade, não posso julgar, já que não joguei. Porém, os controles são basicamente os mesmos dos MMO de ação atuais – WoW, por exemplo -, então só fico devendo aqui a experiência de jogo. Fora isso, digo a vocês: Rift é um jogo promissor. Um mundo que parece valer a pena explorar, em meio a tantos títulos, gratuitos ou pagos, de MMO existentes no mercado. Agora, se essa “nova geração” desbancará o maior de todos, só o tempo dirá.

Outros previews em: MMORPG.com, GamePro, GamingHeaven

Motivos superpoderosos para adquirir (ou não) o DC Universe Online e uma bela novidade

Provavelmente, alguns dos que estão aqui me lendo estão loucos na dúvida se vão agora mesmo em alguma loja, seja ela física ou virtual, comprar o game número em downloads pela Amazon.com (notícia dada ontem pelo John Smedley, de quem falei no post anterior. Pois bem, eu também estou. E vou mostrar agora alguns motivos que me fazem permanecer na dúvida (muito embora eu já esteja pendendo pra um lado):

Será tão legal assim lutar ao lado deles?

Motivos que me fazem querer ir à loja:

  1. Eu não tenho PS3 ou XBOX360! Dessa forma, eu tenho limitações de títulos interessantes para minha plataforma de jogos (PC). Falei um pouco disso no post anterior;
  2. Ver o mundo da DC em um game é sempre empolgante. Imaginem agora esse mundo construído com a mais alta fidelidade, com personagens criados por você jogando AO LADO do seu herói OU vilão favorito;
  3. A interface com o player parece estar muito bem construída, com cenários muito bem montados e facilmente reconhecíveis pelos fãs dos quadrinhos, a dublagem dos personagens está legal
    (Coringa é sempre um personagem de destaque, e seu voice acting faz jus a isso) e as batalhas estão interessantes e divertidas (ao menos, ao que se percebe nos vídeos);
  4. A oportunidade de criar aquele seu personagem com o máximo de detalhes possível é legal (muito embora não aparenta ser tão rico quanto o Champions Online), e as armas e todas as outras bugigangas que você sai pegando enquanto joga não necessariamente mudam sua roupa.

Motivos que me fazem dar valor ao meu dinheirinho:

  1. O jogo não é tão barato, pelo menos, aqui no Brasil, que pode sair por até 120 reais, já que você precisa ter um cartão de crédito internacional (ou seja, comprar em dólar) ou comprar por uma dessas lojas legais tipo a THSGamers (sem propaganda). Se você compra por uma loja, sai pior, porque você tem que comprar o GameCard do jogo pra poder ativar os 30 dias que você tem direito ao comprar a CD-Key, como normalmente acontece atualmente com os MMOs. Mandei um email para o suporte da loja THSGamers apenas para confirmar e a resposta está abaixo:

    E como se não bastasse, outras opções como o Steam têm IP block para a compra em alguns países, inclusive o Brasil;
  2. Muitas pessoas que estavam jogando o beta disseram que o jogo era repetitivo e que era fácil passar de nível. A julgar pelo fato de o nível máximo ser 30, sei que enjoaria muito fácil do game. Na época em que comprei City of Heroes, a reclamação era a mesma, mas ainda assim o comprei. Nem cheguei a completar os 30 dias de jogo ganhos com a CDKey. Sei que as reclamações eram com o beta, mas os reviews que li também reforçaram isso, embora com menos veemência;
  3. Vários bugs daqueles que enchem o saco já foram reportados e os servidores vivem abarrotados, logo as pessoas, principalmente com uma banda de internet não tão grande, têm dificuldades com os lags e com a demora pra entrar no servidor;
  4. A interface do jogo aparenta ser mais voltada pra um controle do que pro bom e velho teclado e mouse. Parece que o carinho foi todo pro PS3 e o PC ficou com o resto.

Ao meu ver, o lado de dar valor fala mais alto. Os empecilhos têm um peso muito maior (e não só no bolso), pois, assim como eu, você pode ficar MUITO arrependido em gastar uma grana preta comprando a CDKey (E O GAMECARD) e acabar enjoando do game em metade do tempo que lhe resta.

Mas pra alegrar as pessoas que eu possa ter desanimado pelo que acabei de dizer, há pouco tempo vi uma notícia que me motivou a deixar de vez minha escolha por DCUO: Champions Online: Free For All!!!
Exato, Champions Online agora segue o esquema de vários MMOs, como D&D Online, também da  Atari, e vai ter o velho esqueminha de “o game é de graça, mas tem umas coisinhas legais pra você comprar aqui na minha loja online”. Provavelmente, é uma estratégia pra tentar competir com o sucesso de DCUO (uma estratégia bem interessante, diga-se de passagem), mas que vem sendo adotada por quase todos os MMOs atuais, então base para eles terem tomado essa decisão eles têm. Se ela terá sucesso, só o tempo dirá.

Pra terminar, dar-lhes-ei uma segunda e uma terceira opiniões: os reviews da Gamespot e do FuriousFanboys.com. Além disso, aqui está a entrevista em que o produtor executivo do Champions Online Shannon Posniewski falou sobre o lançamento do CO gratuito (em inglês).
E uma boa sorte em sua decisão.